Na última quarta-feira, 6 de maio, foi ao ar a primeira edição do programa radiofônico Frequência Literária, transmitido ao vivo pela frequência 87,9 FM, diretamente de Valinhos, São Paulo.
O Frequência Literária nasceu de um desejo de criar um espaço em que a literatura pudesse sair das páginas e ganhar voz, encontro e conversa. Ao lado de Daniel Ghilardi, tive a alegria de apresentar essa primeira edição na Rádio Valinhos FM, inaugurando um projeto pensado para aproximar cultura, comportamento, sociedade, conhecimento e cotidiano. Sempre tendo os livros como ponto de partida.
Escolhemos abrir o programa com uma pergunta simples: por que a gente lê? A partir dela, conduzimos uma conversa muito pessoal. Daniel compartilhou como a literatura entrou em sua vida já na fase adulta, enquanto eu revisitei minhas primeiras memórias de leitor (os gibis, os livros da infância e as descobertas que, aos poucos, foram formando meu repertório e minha relação com a palavra).
Um dos momentos mais marcantes dessa estreia foi perceber que o programa já nasceu em diálogo. Recebemos participações de ouvintes de diferentes regiões (São Paulo, Campinas, Itatiba, Vinhedo (SP), Jaboatão dos Guararapes, Moreno (PE), que dividiram suas próprias experiências com a leitura, ampliando o sentido da conversa e confirmando algo em que acredito profundamente: os livros criam pontes entre trajetórias, memórias e visões de mundo.
Ao longo do episódio, também refletimos sobre temas muito presentes no nosso tempo, como o impacto das redes sociais sobre a atenção, a importância das bibliotecas públicas e o valor de cultivar o hábito da leitura em meio à velocidade do cotidiano.
A última quarta-feira marcou, para mim, o lançamento concreto de um projeto literário que desejo construir com continuidade: um espaço de escuta, pensamento e troca, onde boas ideias possam circular e onde a literatura continue encontrando novas formas de presença na vida das pessoas.
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