O escritor pé-no-chão trabalha por meses, anos, alguns até décadas, na criação de suas obras. Se arrodeia na busca incansável por uma casa editorial que o acolha e que faça da promessa do fazer literário algo sério. É uma crença mútua — editora e autor — de que a obra tem valor. Literário, sem dúvidas, é o esperado.

Assinam-se os contratos. E tudo começa a fluir até desaguar no encontro. Não de qualquer tipo ou natureza. Encontro do E maiúsculo. É o Encontro do Leitor com o Autor, que traz outra dimensão ao fazer literário. A coisa deixa de ser solitária.

E tudo isso aconteceu na Praça Charles Muller (SP), durante A Feira do Livro 2026. Naquele sábado (06/06), um tempo quase nublado, escurecendo mais rápido. Um vai e vem de gente importante. E eu. Eu tento dar o meu melhor.

Adoro falar da história. Mas gosto mais ainda quando encontro um leitor que destrinchou Sol e Chifre em tantos pedaços que me trouxe suas veias e opiniões. Fascina-me esse olhar do leitor. É a coisa mais valiosa, depois dos encontros.

Obrigado a quem me permitiu falar, a quem se permitiu ouvir. Que seja mais que uma boa leitura.

Foi minha segunda vez na Feira do Livro. O festival literário gratuito e a céu aberto realizado pela revista Quatro Cinco Um, no Pacaembu. Entre livros e conversas, fico com aquilo que mais me interessa: os encontros. Estou feliz por fazer parte!

Obrigado!