Nos dias 23 e 24 de julho, estive em Paraty (RJ), participando da programação da Casa Gueto na Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) 2026. Foram dois dias de encontros, conversas, literatura e muita troca.

No dia 23, ministrei a oficina Literatura, Humanidade e Futuros Possíveis. Eu não sabia quem iria encontrar, e não poderia ter sido melhor.

Encontrar um grupo tão interessado e generoso para discutir esse tema foi uma grande honra. Muito mais do que mediar e provocar reflexões, o que vivi ali foi uma verdadeira aula de literatura, humanidade e futuros possíveis.


Começamos pelos conceitos de família, passando por referências clássicas e outras menos conhecidas. A partir daí, desdobramos a conversa em identidade, memória e contemporaneidade, chegando às ferramentas de inteligência artificial generativa.

O diálogo foi conduzido sempre em torno de uma pergunta: “o que permanece humano diante dessas transformações que acontecem bem diante dos nossos olhos?”

Um dos momentos mais memoráveis foi o exercício de escrita. As participantes foram colocadas diante de uma situação absurda e precisaram reagir ao contexto por meio da escrita. Experimentaram diferentes estilos, gêneros, narradores e pontos de vista. Depois, lemos e comentamos os textos uns dos outros.


Foi uma conversa livre, aberta e muito sincera. Saí de lá com uma sensação tão boa. Para mim, esse foi um dos pontos altos da Festa Literária Internacional de Paraty (FLIP) deste ano. 

No dia 24, participei de uma sessão de autógrafos de Sol e Chifre, celebrando também o primeiro ano de trajetória do livro. E, mais uma vez, pude experimentar aquilo que considero uma das partes mais bonitas da literatura: o encontro com os leitores.

Nesses dois dias, revi pessoas queridas e conheci tantas outras. Gente que conversou, que compartilhou, que ouviu, que confiou e que se permitiu estar presente.

Obrigado a todas as pessoas que fizeram parte desses dias. Àquelas com quem tirei fotos e também às que ainda não me mandaram as fotos - podem mandar! 😅

Obrigado pelos momentos, pelas conversas e pelas trocas.

Meu agradecimento especial à Casa Gueto e à Editora Patuá, pelo acolhimento, pelo apoio e por proporcionarem esses encontros.

A FLIP foi, para mim, mais uma vez, sobre literatura. Mas também foi sobre gente. E é muito bom encontrar tanta gente pelo caminho.