Santo Antônio do Pinhal (SP) e sua Festa Literária Internacional da Mantiqueira (FLIMA) acolheram Sol & Chifre na manhã nublada deste sábado (5).
Eu e minha família dirigimos por três horas, saindo de Valinhos, na Região de Campinas, para respirar o ar literário da Serra da Mantiqueira e viver uma experiência maravilhosa: a propagação da palavra.
Se tem uma coisa que tem me preenchido nos últimos anos é poder participar do circuito literário que está vivo, ascendente e vibrante no país. De norte a sul do Brasil, feiras, festas, encontros, festivais e clubes de leitura fazem da literatura a grande homenageada.
É claro que, num país de 220 milhões de habitantes, tudo isso que acontece ainda é pouco. Mas o fato de existir já é um respiro, um esperançar de que, a cada dia, mais política literária esteja sendo construída na cotidianidade — capaz de fomentar políticas públicas reais de implementação, consolidação e disseminação da leitura, da escrita e do saber literário.
Minha preocupação, no meu fazer e no meu projeto literário, está fincada numa tríade: Trabalho, Responsabilidade e Continuidade Histórica. Muito no sentido do resgate e do despertamento da nossa humanidade.
Muitas vezes, olho ao meu redor e vejo gente apagada de si e apagada em si mesma. Opacas, distantes, ausentes da própria vida.
Nessa minha jornada literária, é na brasilidade que nos habita que encontro respostas. E a brasilidade está em todos os lugares, em todas as formas. Está exatamente no seu pensar, no seu sentir, no seu modo de existir.
A Festa Literária Internacional da Mantiqueira me lembrou, mais uma vez, como é bom estar cercado de gente. Gente mesmo. Gente de verdade. Gente de cores, problemas, anseios, soluções, realizações. Gente em toda a sua complexidade.
Obrigado, FLIMA, por tantos bons abraços.



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